sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Um lápis alegre



Era um vez um lápis muito alegre que só gostava de escrever histórias de criancinhas muito alegres e animais bonzinhos. Vivia numa sala de aula, numa escola muito colorida.

O lápis chamava-se André e era muito brincalhão. Até agora só escrevera histórias lindas como as dos contos de fadas. Ele era azul, tinha uns olhos verdes, um sorriso lindo e uma simpatia enorme.

Certo dia, pediram-lhe para ele fazer uma história muito triste, cheia de ogres e monstros muito maus. Ora, em primeiro lugar, ele só gostava de histórias alegres, e, em segundo lugar, ele odiava desenhar.

Naquele momento, desejou que tudo fosse um sonho, pois ele recusava o que lhe pediam, mas estavam a pressioná-lo muito.

O pior veio depois! Além de o pressionarem demasiado, obrigaram-no a fazer aquela história, embora ele insistisse que não a queria fazer. Ele estava mesmo a ficar muito esgotado. A seguir veio a chantagem. Disseram-lhe que, se ele não resolvesse fazer a história, o despediriam e arranjariam outro lápis, em seu lugar.

O André estava quase a aceitar o pedido, a dizer que faria a história, embora fosse contra a sua vontade. Quando estava prestes a dizer ao seu chefe que iria ceder, foi mal sucedido, pois o chefe já o tinha substituído por outro lápis, que tinha aceitado logo a sua proposta.

Enfim, o André, embora muito contrariado, anunciou ao chefe que seria ele mesmo a realizar a história e que não aceitava ser substituído por ninguém. Por fim, o chefe percebeu que ele desejava mesmo aquele lugar e o André convenceu-o a despedir o seu substituto. À noite, quando o lápis estava a escrever a história, percebeu que aquelas coisas todas que ele escrevia e desenhava eram só ficção, pois a realidade era muito diferente. Finalmente o lápis André terminou a história com todo o carinho e esta chegou a ser a melhor do ano. Felizmente o lápis soube distinguir a ficção da realidade.

Daniela Romão, 7º1

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