quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Uma aventura brilhante!


Era uma vez um lápis que vivia na secretária de um escritor do século passado. Mas, não era um lápis qualquer. Aquele lápis conseguia escrever sozinho e escrevia as mais belas histórias que possamos imaginar. Perguntam-me quem era este lápis? Era um lápis de carvão, que usava roupas verdes. O seu nome era “Sr. Brilhante” por causa das suas histórias.

Certo dia, o dono do Sr. Brilhante pediu-lhe para escrever uma história e ele aceitou de bom grado. Mas, que estranho, ele não conseguia construir uma bela história. Nem bela nem má. Não conseguia ter ideias brilhantes. O dono do lápis estava a ficar impaciente e o Sr. Brilhante estava a ficar nervoso.

O pior veio depois! O dono do Sr. Brilhante ficou tão zangado que lhe partiu o bico e o deitou para o lixo, dizendo que um lápis não servia para nada se não conseguisse escrever boas histórias. O pobre do Sr. Brilhante estava sozinho dentro do caixote do lixo, contando apenas com a companhia das velhas folhas de papel.

Valeu-lhe o afia-lápis que o foi buscar ao caixote, atirou-o para cima da mesa e afiou-o. Quando lhe perguntou porque estava no lixo, o Sr. Brilhante respondeu que não conseguia imaginar nada para escrever. O afia-lápis pensou e depois disse-lhe que ele não conseguia escrever belas histórias porque a sua borrachinha da imaginação lhe saltara da cabeça.

- Ah, pois foi! Hoje quando saí do estojo esqueci-me de a colocar!

Enfim, o Sr. Brilhante foi a casa (estojo), pôs a sua borrachinha e finalmente escreveu uma história tão brilhante que ofuscava. Entregou-a então ao dono que ficou muito contente. Essa história foi publicada e teve imenso sucesso. O Sr. Brilhante tornou-se muito amigo do afia. Mas, que aprendeu o Sr. Brilhante com esta aventura? Bem, aprendeu que quem devia chamar-se Brilhante era a borrachinha.
Jorge Pereira, 7º1

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