
Era uma vez um lápis que vivia na secretária de um escritor do século passado. Mas, não era um lápis qualquer. Aquele lápis conseguia escrever sozinho e escrevia as mais belas histórias que possamos imaginar. Perguntam-me quem era este lápis? Era um lápis de carvão, que usava roupas verdes. O seu nome era “Sr. Brilhante” por causa das suas histórias.
Certo dia, o dono do Sr. Brilhante pediu-lhe para escrever uma história e ele aceitou de bom grado. Mas, que estranho, ele não conseguia construir uma bela história. Nem bela nem má. Não conseguia ter ideias brilhantes. O dono do lápis estava a ficar impaciente e o Sr. Brilhante estava a ficar nervoso.
O pior veio depois! O dono do Sr. Brilhante ficou tão zangado que lhe partiu o bico e o deitou para o lixo, dizendo que um lápis não servia para nada se não conseguisse escrever boas histórias. O pobre do Sr. Brilhante estava sozinho dentro do caixote do lixo, contando apenas com a companhia das velhas folhas de papel.
Valeu-lhe o afia-lápis que o foi buscar ao caixote, atirou-o para cima da mesa e afiou-o. Quando lhe perguntou porque estava no lixo, o Sr. Brilhante respondeu que não conseguia imaginar nada para escrever. O afia-lápis pensou e depois disse-lhe que ele não conseguia escrever belas histórias porque a sua borrachinha da imaginação lhe saltara da cabeça.
- Ah, pois foi! Hoje quando saí do estojo esqueci-me de a colocar!
Enfim, o Sr. Brilhante foi a casa (estojo), pôs a sua borrachinha e finalmente escreveu uma história tão brilhante que ofuscava. Entregou-a então ao dono que ficou muito contente. Essa história foi publicada e teve imenso sucesso. O Sr. Brilhante tornou-se muito amigo do afia. Mas, que aprendeu o Sr. Brilhante com esta aventura? Bem, aprendeu que quem devia chamar-se Brilhante era a borrachinha.
Jorge Pereira, 7º1
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